Numa aldeia do barrocal algarvio, a meio caminho entre a serra e o mar, num terreno “escondido” nas traseiras da rua que liga à igreja, entre oliveiras, construiu-se esta pequena casa, de materiais simples e volumes puros, procurando o equilíbrio entre as memórias do lugar e a sua transformação, entre paredes protetoras e permeabilidade interior/exterior, entre o isolamento e a sua relação (difícil) com a envolvente construída – as traseiras das ruas circundantes.
O volume da casa configura-se a partir de diferentes paralelepípedos, aglutinados de modo a preservar as oliveiras e a gerar pátios, distribuídos à sua volta.
A volumetria, os pátios, a açoteia são remanescências de antigas tradições como o são as paredes brancas rebocadas, os pavimentos de ladrilho de barro ou as janelas e portas de madeira. Mas a modernidade cruza-se com a tradição – os volumes também podem ser ecos do purismo, tal como a espacialidade do interior, a maneira como se recortam as aberturas para tornar o espaço permeável à luz e às vistas ou as lajes em betão aparente, pretendendo-se dotar a casa de uma vivência atual.
A procura deste equilíbrio, porventura instável, reflete a cultura do próprio lugar. Entre registos de uma história rica há um presente que precisa de ser assumido.

COORDENAÇÃO

Rui Reis Alves

Teresa Belo Rodeia

EQUIPA

arquitetura

Márcia Serafim
António Castanheira
Rui Branco
Ricardo Gonçalves

ESPECIALIDADES

Estrutura - Alcides Colaço, EPO lda
Águas - Alcides Colaço, EPO lda
Esgotos - Alcides Colaço, EPO lda
Instalações eléctricas - José M. Silva Rosa
Telecomunicações - José M. Silva Rosa
Térmica - José Moniz
Gás - José Moniz

CLIENTE

Particular

CONSTRUTORA

Construtor Vitorino Ramos

FOTOGRAFIA

Luís da Cruz

Casa em Alte, Loulé

2002 - 2006

Prémio Korrodi de Arquitetura 2008 - 1º lugar